February 3, 2016

Você já parou para pensar na cor da roupa quando compra ou vai no automático? E se aquele tom não valoriza tanto o seu tom de pele, você compraria mesmo assim?

Hoje existem algumas maneiras de identificar as cores ideais para cada pessoa. A análise que faço hoje em cada cliente é o "Método sazonal expandido". Esse processo visa justamente encontrar a melhor cartela de cores para você!  São doze cartelas diferentes para identificar, sendo quatro estações e três tipos de tonalidades (quente, fria e neutra), além de características como suavidade, intensidade, profundidade e delicadeza!

 

Após descobrirmos os melhores tons para a nossa pele, começamos a aprender um pouco mais sobre como combinar cores! O círculo cromático, dividido nas cores principais e nas demais cores, indo do mais fraco (mais próximo do branco) até o mais escuro (mais próximo do preto)... As cores podem ter diversas combinações, como monocromáticas, análogas, complementares...

 

 

As coordenações de cores monocromáticas são feitas de uma única cor, dos pés a cabeça, sem quebra!!! Na foto, vemos uma combinação de azul, porém com mais de um tom!!! Tem azul marinho, azul royal e até azul com estampada (pois!) O sapato no mesmo tom da calça também alonga e confere uma elegância extra pelo caimento da roupa!!! 

 

 

Já as cores análogas são vizinhas no círculo cromático, ou seja,  são cores como o verde e o azul!!! Combinar cores análogas deixa o visual mais jovem e uma impressão de informalidade pela combinação, mas lembre que isso depende também do caimento da roupa!!!

 


E, por último, as cores complementares!!!! Escolhi uma inspiração em laranja e azul! Essa combinação, apesar de passar jovialidade e muita personalidade, é super atual pelo caimento e corte das peças. Mas podíamos usar também três cores opostas, formando um triângulo, adicionando, por exemplo, uma bolsa verde amarelado!

Que tal me marcar na foto da combinação de cores complementares??

 

 

Já as cores neutras são: branco, preto, cinza, azul marinho e as cores acinzentadas de amarelo e laranjas (beges!)! Você pode combinar elas com tons mais fortes ou entre elas, como no exemplo abaixo! A dica maior fica para ter cuidado na combinação do preto e com cores muitas vivas! Vale usar a proporção 30/70 neste caso, mas fica melhor com outras cores neutras ou cores mais claras...  Julia, mas e o jeans ? Ele acaba entrando dentro de cores neutras quando usado em situações do dia-a-dia...

 

 

Para entender um pouco mais de cores: 

 

Cores Claras
- transmitem ideia de acessibilidade mais fácil a pessoa, amigável...
- são identificáveis como mais femininas;
- são visualmente expansivas;

 

 

 


Cores Escuras
- transmitem autoritarismo, drama e mais duras;
- ideia de masculinidade! 
- são visualmente contráteis;

 



Cores Vivas
-radiam!
- trazem ideia de alegria, entusiasmo!

 


Cores Opacas 
-absorvem!
- transmitem a ideia conservadora, até um pouco reservado e tímido;

 



Cores Quentes
- amigáveis, acessíveis...

 


Cores Frias
- Clássicas; refinadas...

 

Espero que todo mundo tenha entendido direitinho! rs

 

Beijos

 

 

January 26, 2016

 

No post anterior falamos um pouco mais sobre a qualidade dos tecidos e dos acabamentos para as nossas compras!  Mas o acabamento das peças, tema dessa segunda parte, é igualmente importante e diferencial na hora de comprar!

 

Não sabe ao certo como observar? Preste atenção nessas dicas:

 

- colarinhos de camisas devem ter um espaço de um dedo, para conseguir respirar;

- linha do ombro realmente no ombro, nem para atrás nem para frente, muito menos além;

- costura da manga e dos ombros deve ir até o meio da axila;

- a camisa ou o paletó não devem ter muito tecido sobrando na região da cintura (e isso também vale para os nossos vestidinhos, meninas!);

- os botões das camisas, vestidos e paletós nunca devem ficar repuxados ou pior: tortos;

- a manga deve acabar no punho, sem esticar demais nem sobrar;

- a altura correta do paletó acabar seria no meio da mão com o braço esticado na lateral (entenderam ou ficou confuso?);

- calça com o acabamento certinho no bumbum e na parte da frente, perto do feicho;

- o cavalo não deve ser muito baixo (impressão de calça saruel) e nem muito justo;

- os bolsos não devem nunca ficarem abertos ou criando um vão;

- fendas (como atrás do paletó e nas saias/vestidos) e pregas só devem abrir com o movimento do corpo;

- decotes não devem ficar ondulando e nem aparecendo demais;

 

e o mais importante de todos : o forro tem que ser para dentro, sempre. Sem subir, sem descer, só acompanhando o movimento da roupa!

 

Se quiser uma companhia e aprender a comprar comigo, manda um email : contato@juliakreischer.com.br

 

Beijos

 

January 21, 2016

Depois de taaaaaaanto tempo sem escrever, olha eu aqui de novo! 

Vim falar de um assunto que hoje está sendo bastante usado em todos os aspectos da minha vida: desde a compra do supermercado até a compra de um ar-condicionado novo. A pergunta que está me permeando a vida é: vale a pena comprar aquele produto? 

 

Para isso, eu to me baseando no custo x benefício de cada produto. E existem alguns itens que eu observo mais atentamente: qualidade do material, qualidade do acabamento, o caimento (no caso de roupas), a quantidade de vezes que eu vou usar o produto (preço x uso) e a versatilidade dele. Alguns outros fatores que também contam, como se aquele produto é um objeto de desejo ou se posso encontrar mais barato, porém são secundários na escolha.

 

Aprofundando um pouco mais e iniciando sobre a qualidade do tecido e do acabamento que procuro hoje :


- tecidos naturais, como linho, algodão, lã e seda;
- tem que ser agradável ao toque (nada de tecidos que pinicam!);
- preço justo (não é porque é caro que é bom!);

- perceber se o tecido não tá esgarçando, parecendo velho; 
- a costura não ficou torta;
- ambos os lados acabam iguais e na mesma altura
- o acabamento não fica com fiapos soltinhos
- está baixinho ou gordinho na bainha
- a linha é da mesma cor sempre
- é só overlook ou foi feita com carinho ( Emoticon heart )

 

 

 Qualquer dúvida... tô aqui!

 

Beijos

 

 

 

August 28, 2015

Vamos conhecer um tema importante hoje? Saber identificar o que tem em cada etiqueta!

 

Esta é um exemplo de etiqueta explicando como podemos reconhecer cada item:

 

 

 

 

 

 

 

 fonte das imagens: pinterest

 

June 17, 2015

"The winter is coming" ... Ou, traduzindo a famosa frase da série Game of Thrones: "O inverno está chegando". Nosso friozinho, vezes querido e outras odiado, traz alguns elementos que eu acho uma delícia de usar! Mas, para algumas pessoas, traz preocupações: Julia, o que eu vou vestir?  Como eu me protejo do frio? 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A primeira dica para o inverno (e de uma série de post que faremos) é: casaco de couro! Existem de diversos materiais, como couros de animais e couros sintéticos (que, como já vimos, são provenientes do petróleo). Além disso, temos uma enorme diversidade de modelos, e sempre vai ter um que se ajusta ao seu gosto!

 

As vantagens de usarmos os couros proveniente de animais é que são bem resistentes ao frio (ainda mais em temperaturas extremamente baixas), ao atrito e quase não deformam. Costumam a durar muitos anos se forem bem cuidados e armazenados, o que pode ser um benefício se você procura peças que durem. Mas, também existe uma longa lista de desvantagens...

 

E antes que você brigue comigo, eu te digo: sim, não é nada legal usar uma pele de animal no corpo. (quer ver mais sobre isso? Clica aqui!) O que mais faz o couro não ser o material mais indicado, além da questão da pele animal? Ele costuma a ser um material pesado, permeável e com alto custo, tanto de produção como para a venda.

 

Mas, como nem tudo são flores, vamos conhecer os couros que temos disponíveis? Olha ai o que podemos achar nas lojas, em geral:

 

Couro Bovino - o mais tradicional, é o casaco feito do couro do boi.  Tanto o nobuck quanto a camurça provém do couro do boi.

Couro de Novilho (Bezerro) - os animais com menos de um ano possuem possuem o couro mais macio. É mais caro que o couro acima.

 

 

Couro Suíno - é um couro fino e macio, mas tão resistente quanto o couro bovino. Pode ser encontrada em camurça ou nobuck também. 

 

 

Couro de Cobra - menos tradicional que as opções acima, o seu tipo de couro mais famoso é o de píton. Possuem alto custo de produção e de venda, sendo muito valorizado no mercado.

Couro de Jacaré - considerado bastante exótico (e caro), possui uma individualidade,  mostrando que cada peça é única. No Brasil é proveniente do Pantanal do MS. 

Couro de Ovelha, Carneiro ou Cordeiro - são peças mais leves por serem couros finíssimos. Uma parte do couro é transformada em curtente (couro mais liso, conhecido como Nappa) e outra parte é transformada em chamois. O chamois é um couro bastante elástico e que absorve e elimina rapidamente grandes quantidades de água. 

 

 

Couro de Cabra e Bode - super resistente e maleável, provém a pelica, a nappa e pode gerar camurça também. É mais popular e cultivado no nordeste do país, sendo com o mesmo custo de produção e venda do couro bovino.

 

 

Couro de avestruz  - considerado exótico, é inconfundível por possuir pequenos pontos (chamados diamantes) em sua textetura. 

Couro de Búfalo - Diferenciado, exótico, raro... Este é aquele couro que todos ouvem falar mas não é tão comum de ser visto. Em grande parte, está concentrado no Pará. Cuidado para não confundir com o Bisão Americano.  É um couro bastante similar ao couro bovino, porém costuma a ser mais grosso e mais rústico.

 

Couro de Tilápia - considerado um couro ecológico por ter menos agressão ao planeta devido aos processos que passa e por ser um aproveitamento do couro que seria jogado fora, é proveniente do peixe após ter sua carne retirada. (Existe um projeto super legal de uma empresa que reaproveita essa pele! Clica aqui para conhecer! ) 

Este couro é suave porém resistente e com costuma a ter um bom valor para comprar! 

 

 

 

Couro Ecológico -  Nada mais é que qualquer um desses couros acima apresentados porém o processo que eles passam deixa de ser industrial (com metais pesados) para ser um processo com substâncias naturais e biodegradáveis. Este processo costuma a ter uma utilização menor de quantidade de água e menos poluente.  Ou seja, utilizamos couro animal sim!

 

Estes são os couros que temos com origem animal. Claro que possuem diversos problemas que vai além do princípio de estarmos consumindo algo animal, porém o foco do post é apenas apresentando os tipos de couro que temos. 

 

Em contrapartida do couro animal temos dois tipos que são de origens diversas e que também possuem  vantagens e problemas . O primeiro é o material de origem vegetal, bastante benéfico para os seringueiros do em torno da Floresta Amazônica. O segundo tipo é de material sintético, produzido pelos derivados do petróleo.

 

Couro Vegetal - produzido a partir de projetos sociais de sustentabilidade, provém do látex para o desenvolvimento. Funciona com um tecido de algodão banhado em látex, defumado e vulcanizado em estufas especiais (clica aqui para conhecer mais!) Ainda possuem alguns problemas como o tecido que descasca rápido (menor vida útil) e, em algumas lojas, está sendo cobrado o preço como se fosse de couro animal. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Couro Sintético -  material desenvolvido de  fibras de poliuretano (PU), poliéster e náilon. Ficam com aparência bem similar com as jaquetas e casacos de couro animal e vegetal. Costumam a ter um preço atrativo, porém possuem uma vida útil curta (eu mesma já tive uma que descascou rapidamente). O tecido, por ser algo similar ao plástico, esquenta e não ajuda quem sua muito.  É a opção mais fácil de achar atualmente para venda. 

 

Espero que todo mundo tenha curtido e pensando em qual será o material do próximo casaco de couro!

 

Beijos

 

 

 

 

 

June 12, 2015

​​

 

Inaugurando uma tag nova aqui no site!!!! "No foco" será uma parte especial do site, em que vamos falar de temas que, de primeira, não parecem ter muito relacionamento com consultoria de imagem e estilo. Porém, serão temas abordados para as nossas vidas, sempre relacionados com o que eu estou estudando ou em conversas com outras pessoas.

 

 

 

 

O primeiro tema "No foco" é criatividade. Uma palavrinha simples e assustadora ao mesmo tempo. Mas, Julia, eu sou uma pessoa super criativa e nem vou ler o post! Espera aíííí! Vai embora não que este tema tem bastante coisa para ser dita!

 

Vou primeiro contar como cheguei aqui para ter vontade de falar: tenho um professor maravilhoso em um curso de Branding (ou Brainding, como ele diz) chamado Carlos Mach (beijos, querido!). Ele é responsável pelo Branding da Farm, marca que, na minha humilde opinião, é um dos melhores cases que existe neste tema (Se você não sabe o que é Branding, clica aqui e veja esse vídeo!). O Carlos ama desafiar os alunos, nos tirar da caixinha e mexer na nossa criatividade. 

 

Ele propôs um exercício ótimo essa semana e que me fez refletir bastante:Qual é a sua expressão criativa? Qual o propósito? O que você oferece? Qual seu desejo de criar?

 

E ai, quando eu cheguei em casa, corri direto para procurar as minhas influências, o que estava mexendo comigo. Fui logo abrindo o site da Ale Garantonni e procurar na parte de branding! E achei o post  que eu li tinha bastante tempo mas nunca esqueci que tinha uma dicona de livro para criatividade: “Roube como um artista: 10 dicas sobre criatividade”, do Austin Kleon. Comprei o livro na mesma hora para começar a ler já... e AMEI!

 

 

 

O autor fala sobre dez tópicos que devemos levar a sério na hora de sermos mais criativos. Estes são os capítulos que ele divide e que já dá uma ideia que dá um sacode na gente! Juro que acabei de ler suuuuuuuuuuuuper inspirada!

 

 

Entre os itens que ele fala, algumas coisas me chamaram a atenção:

  • Nada é original. Tudo vem de um roubo, seja de uma ideia ou de várias ideias.

  • O original é o roubo de várias ideias juntas, compiladas e que ninguém reconheceu tudo junto.

  • “Emulação é quando a imitação dá um passo adiante e ganha sua própria forma.”

  • “Você é a soma das suas influências”

  • Escolha uma inspiração. Estude ela ao máximo, descobrindo suas inspirações. Agora, estude as suas inspirações também.

  • Tenha o seu caderno de furtos, andando sempre com ele e com uma caneta. Anote tudo o que você gostou nele, mesmo que não tenha relação com o momento atual.

  • “... você se sente um embuste, como se estivesse apenas improvisando e não tivesse ideia alguma do que está fazendo. Adivinha só: nenhum de nós tem!”

  • Finja ser algo ou alguém, como um músico, até realmente você se tornar um. Isso irá te influenciar a ir atrás e acreditar no que está fazendo.

  • Copie, roube o pensamento, enxergue o que a sua inspiração queria dizer.

  • Escreva o que você gostaria de ler mas não encontra (ou a música, ou a arte, ou o produto), sobre o que você gosta ou o que te inspira.

  • Use fontes mais criativas e menos tecnológicas. Exclua a televisão, o computador ou qualquer outro elemento que não te faça meter a mão na massa.

  • Distraia-se

  • Não descarte alguma paixão, alguma ideia, por mais louca que ela pareça!

  • Faça o seu trabalho e o apresente para as pessoas. Não tenha vergonha.

  • Quanto mais aberto e próximo você for das pessoas, mais elas vão se identificar com o seu trabalho. Mas, nunca conte tudo o que está fazendo. Deixe-as terem a ideia do que você está fazendo...

  • Tenha o seu tempo particular.

  • Cerque-se de pessoas que te ensinam, que te inspiram.

  • Não se importe tanto com as críticas.

  • Mantenha a lembrança dos pontos positivos e negativos dos trabalhos anteriores.

  • Organize-se

  • “Faça coisas com o tempo, o espaço e os matérias que você tem, agora mesmo. A restrição certa pode levar ao seu melhor trabalho.”.

  • “no fim das contas, criatividade não é apenas o que escolhemos usar, são as coisas que escolhemos deixar de fora.”

Vamos aproveitar o fim de semana para pormos as nossas ideias em prática??? Para exercitarmos nossa criatividade, seja num prato de comida, numa camisa branca ou em um texto?

 

Depois me contem o que você criaram!

 

Beijos!

 

 

June 8, 2015

O jeans é democrático, concorda? Desde a pessoa mais simples até a com mais sex appeal, todos conseguem vestir-se em um estilo incrível utilizando o jeans. Sinônimo de rebeldia, dependendo de como combinado, garante até as peças mais tradicionais um ar despretencioso...

 

Mas você sabe reconhecer os diferentes tipos lavagens de jeans e os seus nomes? 

 

 

Vamos começar explicando a origem do que popularmente conhecemos como jeans: são fios de algodão (podendo ser combinados com demais tipos de fios, como elastano) que são organizados em um tecido com uma padronagem que conhecemos como sarja, sendo muito resistentes e duráveis. Os primeiros jeans, bem similares aos que conhecemos hoje, foram desenvolvidos por Levi Strauss (sim, o cara que inventou o jeans foi o fundador da Levi's! Tem mais história aqui ó: http://www.levi.com.br/brasil/historia-heranca.aspx), que criou uma calça de denim para operários.

 

A calça de denim é aquele jeans básico, com "cor de jeans". Nenhuma lavagem especial, nenhum rasgo ou estonagem. É aquela 501 básica, bem casual.

As calças hoje, na moda, são calças com lavagens diversas, podendo passar por processos como o Délavé, Destroyed, Estonagem ou Resina, além de costumizações como desgastes. As modelagens de calças jeans ficarão para outro post, já que o foco hoje é o tecido!

 

O jeans Délavé é quando o denim passa pelo processo de clareamento, ou seja, aquele jeans mais clarinho. Assim, o tecido costuma ficar mais macio e combina bastante com estilos mais informais.

 

 

 

Outro jeans mais macio é o Destroyed, em que  o tecido entra em atrito com pedras ou por ação mecânica (tudo isso é industrial, ok?) para ter um aspecto mais envelhecido (inclusive deixando partes como os bolsos mais puídos). Esse jeans costuma ter partes mais claras, criando a diferença entre as cores.

 

A Estonagem é bem similar ao Destroyed, porém sem as partes puídas. É uma descoloração do jeans, criando outra peça bem mais macia que o denim puro.

 

E, por último, a calça resinada! É uma calça que recebe uma camada de resina por cima do denim, para preservar a roupa de perder sua coloração ou torná-la mais resistente a água ou neve. Garante um visual mais sofisticado, podendo parecer com couro quando visto de longe. 

 

 Espero que todo mundo tenha aprendido mais um pouco sobre as lavagens do jeans!!! 

 

Beijos

 

 

 

 

 

 

June 3, 2015

Feriado chegando... muita gente já arrumou a mala para viajar e aproveitar uns dias de descanso! Vamos ver quais os tecido de algodão que ainda não falamos e ver se temos algum deles na mala?

 

 

No post anterior falamos sobre quatro tipos: o Egípcio, o Pimal, o Fio 100 e a Tricoline. Estes tecidos são ótimos para fazermos camisas (como usaremos como parâmetro para as nossas explicações). Porém, apesar de serem tecido que tornam as camisas mais confortáveis e formais, normalmente são tecidos com um valor mais elevado e nem sempre fáceis de encontrar.

 

E, antes que você questione “Julia, você não falou sobre camisas em Oxford e eu amo esse tecido!!!”, eu vou falar um pouco sobre esse tecido super versátil, que vai desde o ambiente mais formal até o look casual. Oxford é um tecido originário da Inglaterra, e, inicialmente era 100% de algodão. Ele possui a trama um pouco mais aberta (ideal para os nossos dias mais quentes) porém hoje você pode encontrá-lo com a trama de algodão com tafetá ou com algum material sintético.

 

Existe um tipo de tecido que encontramos bastante em camisas estilo bata, mais informais. Pode ser feito com 100% de algodão ou combinado com outras fibras, inclusive sintéticas, criando outros tipos de tecidos.

Este tecido possui desenhos na sua trama, sendo diferenciadas por pequenos detalhes! O algodão maquinetado possui pequenos desenhos nele, tendo listras, bolas, casinhas de abelha ou diamantes. Hoje vejo bastante camisas nesse tecido , sendo um diferencial pelo seu desenho.

 

 

Um tipo especial de algodão maquinetado é o piquê (ou piquet), com padronagens em alto relevo, normalmente em losango ou casinha de abelhas. As famosas camisas poló da Lacoste são, na grande maioria, de piquet 100% algodão!  

 

 

Indo na onda dos desenhos, aparecem dois tipos de tecidos que podem possuir 100% de algodão na composição: a laise e a renda.

A laise, originária da França, é uma combinação muito interessante de fibras de algodão formando um tecido similar a um bordado. Muitas vezes seu tecido é vazado, sendo um tecido leve. Raramente possui a combinação com outros tipos de fibras.

 

 

 

A renda é um tecido que hoje temos em diversas maneiras, afinal existem muitos tipos de tear com diversas fibras. Porém, o mais tradicional e comum ainda é a renda com 100% de algodão (por favor, não misturem com a renda da lingerie! Este é outro ponto que iremos abordar mais para frente!), usada para diversos tipos de roupas! Não se sabe ao certo a origem da renda, mas acredita-se que surgiu na Bélgica e sua fabricação foi introduzida no Brasil a pedido de Dom João VI. É muito comum vermos rendeiras no nordeste do Brasil, teando manualmente ainda.

 

 

E, com a renda, finalizamos os nossos posts falando sobre o algodão e alguns tipos de tecidos que pode ter 100% dele na composição! Espero que tenham gostado e, qualquer dúvida, pode me procurar, ok?

 

 

June 1, 2015

Você sabia que o algodão é a principal fibra têxtil que usamos hoje no mundo? E que temos diversos tipos de tecidos que utilizamos a fibra de algodão??? Sabia que quanto mais comprida e fina for a fibra melhor a qualidade do algodão que temos?  Logo, lembro dos tecidos com 100, 500, 1000 fios... Quanto maior o número, mais fino e valioso é o tecido!  Mas, na prática, poucas pessoas sabem o que isso realmente quer dizer ou qual o tipo de algodão que está comprando. Vamos conhecer alguns destes tecidos agora mesmo!

 

Muitas vezes ouvimos que o lençol é de algodão egípcio, aquele que possui 500, 1000 fio... Este tipo de algodão é realmente cultivado no Egito, e é famoso por ser o mais sofisticado e desejado entre todos. Sua fibra é longa e mais fina do que os demais tipos de algodão e podemos achar camisas maravilhosas feitas com sua fibra. Porém, o Egito só produz uma fatia muitíssimo pequena da produção de algodão do mundo, e por isso achar uma camisa com 100% desta fibra é bem difícil e cara.

Aqui no Brasil, só me recordo da Dudalina vendendo estas camisas de algodão 100% egípcio...

 

A primeira opção de algodão tão boa quanto o egípcio porém menos conhecida é o Pima, feito no Peru. Possui uma fibra longa e fina igual ao anterior, porém seu preço costuma a ser mais acessível e é bem mais fácil de acharmos. As camisas e camisetas feitas nesse algodão são reconhecidas como peças de luxo no mercado!

 

 

 

 

Logo depois, seguindo o nosso conceito de luxo, temos o Fio 100, que é de origem italiana ou peruana. Muito conhecido para a confecção de camisas, tem fibras finas e bem leves, deixando as blusas com uma leveza excepcional.

 

Nessa linha de camisaria, logo depois vem um conhecido de quase todo mundo: o tricoline! Este o tecido mais usado no mundo para a produção de camisaria, sendo com um bom custo e um caimento também legal. A fibra do algodão também pode ser combinada com o elastano, gerando uma tricoline ainda mais maleável.

 

Mas, Julia, você só tá falando de camisaria... Mas eu não posso usar esses tecidos para outras peças de roupa? Claro que pode!!! To usando o exemplo das camisas por ser um parâmetro mais fácil para entendermos, mas acredito que todas as mulheres e homens devem ter peças que são casuais com um desses materiais citados acima!

 

 

May 31, 2015

 

Que tal aprendermos um pouco mais sobre os tecidos que usamos??? Vou começar explicando um pouco de cada uma das fibras têxteis!

 

 

Os fios que usamos hoje (não sei quanto ao futuro, talvez isso mude em um tempo bem próximo!!!) só possuem duas origens: ou são naturais ou são químicos!!! As fibras naturais são aquelas que retiramos da natureza, tendo três tipos: vegetais, animais e minerais. Já as fibras químicas passam por um longo processo para chegarem ao fio para tecermos! As fibras artificiais provém da polpa da madeira e as sintéticas são fruto do petróleo.

Mas, quais são as principais diferenças entre as fibras e os prós e contras de cada uma?

As fibras naturais podem ser dividas nas três origens como já comentei acima. Vamos entender um pouco mais de cada uma delas:

Fibras Vegetais – onde temos o nosso principal fio, o algodão! Os fios são extraídos de três origens: sementes (algodão), folhas (sisal e ráfia) e caule (meu querido linho e juta).

Fibra Animais – são os fios que provém tanto da secreção do animal (seda, no caso da lagarta) quanto do fio do animal (como a lã, tanto da cabra cashemere ou a alpaca lhama).

Fibra Mineral – são os fios metálicos, como a prata e o cobre.

 

No geral, as fibras naturais são preferidas para as roupas por terem o toque mais agradável, serem confortáveis (lembram do pijaminha???) e por permitirem o corpo respirar (alô você que possui problemas por suar muito!!!). Além disso, são mais duráveis para uso e dão mais qualidade para a peça. Porém, como nem tudo são cheiros melhores, essas peças costumam a serem mais caras e amarrotarem mais facilmente.

 

 

Mas, Julia... E aquela blusa linda que eu comprei naquela fast shop que diz que vai durar vinte e pouquíssimos anos? Ela foi tão baratinha!!!! Então... ela deve ser de... tchã ram ram ram ram rammmmm:  fibra sintética!!! É o quê?

 

Fibras sintéticas são fios artificiais provenientes do petróleo. Temos dois tipos de fibras sintéticas provenientes do processo químico: o fio de poliéster e o fio de acrílico. Estes dois tipos de fibras criam diversos tipos de tecidos, como o nylon e a lycra (elastano)!

Além disso, Julia, então tudo que estica é sintético? SIMMMMMMMMMMMMM!!!! Tudo que estica tem elastano, afinal tecido plano (aqueles que não estica!) pode ser de fibras naturais (que não esticam) ou de fibras sintéticas. Malha pode até ter fibras naturais (como lã), mas quase sempre são de fibras sintéticas para serem mais maleáveis! Ou seja, a maioria das peças que possuem aqueles forros que mantém a peça estruturada ou aquelas peças que esticam são de fibras sintéticas!

 

Entendemos essa parte? Agora vou te contar o problema delas... As fibras sintéticas são provenientes do petróleo assim como coisas plásticas! Sabe quando você usa algo e tem a impressão que estava envolta em um saco plástico, um plástico filme? Você estava!!! Esses tipos de fibra dificultam a respiração do corpo, não duram muito (dão bolinha logo logo) e podem dar cheirinho ruim (alô você que sua muito!)... Mas são mais baratas, secam rápido e não amassam (as mamães de plantão super agradecem)!

 

E, por último mas não menos importante, temos as fibras artificiais. São fios provenientes de processos químicos que a polpa da madeira passa, resultando em fios que, após entrelaçados, geram a viscose, o acetato e o modal (existem mais tecidos, porém esses são os mais importantes). E sim, esses tecido são bemmmm melhores do que os sintéticos, apesar de também serem gerados por processos químicos.

 

Agora, que já possuímos essas informações explicadinhas e bem entendidas, vamos lembrar de olhas as etiquetas na hora de comprar? O consumo consciente ajuda o nosso planeta e aquela peça que amamos pode durar muito mais no nosso guarda-roupa! 

 

 

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Julia Kreischer
consultora de imagem e estilo. é apaixonada por gente, bicho, roupa, linha, agulha, acessórios e bom humor! acredita que pessoas felizes irradiam alegria!  

Consultoria de estilo e compras em niterói - RJ

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